Abobrinhas e Legumes em Geral


O maior porre da história…

Agosto 18th, 2007 | Por Gustavo |Categorias: Destaques, Legumes em Geral, Abobrinhas |

Foi há uns sete anos atrás, era uma sexta-feira. Estávamos prontos e empolgados para irmos à Tupã (Cidade a uns 70km de Marília) para a reinauguração de uma boate. Éramos eu, o Cavalca, o Fusca e o Vander, iríamos com o carro dele, um golzinho GTI 1.8 vermelho ferrari.

Golzinho
O golzinho do Vander era mais ou menos assim

O Vandão veio de Vera Cruz fazendo a via sacra, pegando cada um em sua casa até chegar à minha, que é a ultima no caminho para a saída para Tupã.
Todos no carro, ouvimos o sermão que toda mãe dá pro filho quando percebe que ele está prestes a fazer uma grande merda, e saímos muito felizes e contentes.

Aí é que a história começa a mudar… ainda perto de casa, numa puta ladeira o carro do Vandão resolve entrar em greve. O gol parou e não saía do lugar, depois vim a saber que foi um problema no câmbio e as marchas não entravam.

“O que vamos fazer então?”

Pensamos.

“Agora já não vai dar mais para ir a Tupã, até o guincho chegar e pegarmos outro carro vai ficar muito tarde.”

Resolvemos então que iríamos fazer um rolêzinho básico em Marília mesmo. Esperamos o guincho e partimos pra casa do Fusca. A parte legal disso é que estávamos dentro do carro, em cima do guincho e o Fusca fingia dirigir o carro. (Detalhe: ninguém tinha bebido ainda)

Chegamos na casa do Fusca, ele desistiu de sair, eramos agora apenas 3. Enquanto o Vander ia com o guincho até a casa dele em Vera Cruz eu e o Cavalca pegamos o carro dele e buscamos o Vander. Decidimos que pararíamos no Duda’s Karaokê, na época era febre e o barzinho vivia lotado.
Como esperado, chegamos lá e não haviam mesas disponíveis na parte inferior do bar, onde ficava o karaokê, subimos ao 1º andar e lá ficamos, bebendo chopp e jogando snooker até que liberassem uma mesa lá embaixo.

Nesse interim, entre jogar snooker e conseguir uma mesa na parte de baixo, já haviamos conseguido um teor etílico considerável em nossas correntes sanguíneas. Quando já acomodados numa mesa próxima ao palco, deixamos o chopp de lado e passamos para a cerveja, mas eu ainda não estava satisfeito, e entre um copo e outro de cerveja eu passei a pedir doses de martini, foi o começo do fim.
A certa altura da noite o garçom nem me perguntava mais, quando via meu copo de martini vazio já trazia outro. Até que em certo momento, não sei porque cargas d’água (pois já estava bêbado) notei que o martini estava vindo com um gosto estranho. Olhei para o agora meu melhor amigo garçom e o safado, sacana, fiadaputa do caralho já me olhava com uma cara de quem aprontou e com um sorriso sinistro no rosto.
Chamei o cara e falei:

- Meu… esse martini ta com gosto esquisito cara.
- Olha… eu vou te falar, você acabou com o martini já tem algum tempo.
- Caralho! Então o que é isso aqui?
- Bom… vem ver por você mesmo.

O maldito me levou pro balcão e mostrou o que já há algumas doses eu estava tomando e nem tinha percebido: Tequila!

Arriba!! Arriba!
Ahn?? Martini? Tem certeza?

Olhei pra cara dele que já não se aguentava, rindo da minha cara. Pensei então comigo:

“Tá no inferno? Abraça o capeta!”.

Falei pra ele mandar aquela porra mesmo que eu ia beber assim mesmo e foi o que fiz.
Nisso aparece com uma turminha uma conhecida minha, que prefiro deixar anônima nesse relato. Conversa vai, conversa vem, a turma dela resolve ir embora e nós a convidamos a continuar conosco, e nos encarregaríamos de levá-la para casa.

Bom… sei que tudo se encaminhava para eu dar um aperto nela quando fôssemos embora, mas nada seria como imaginei.
Ao sair do bar e ir para onde o carro estava estacionado, já senti que algo não estava bem, era eu mesmo!
Entrei no banco de trás, junto com… o Vander! E ela ficou no banco do passageiro na frente, a essa altura do campeonato o universo todo girava ao meu redor… tentei abraçá-la mesmo do banco de trás, mas o máximo que consegui foi quase enforcar a coitada. Desisti da garota e me concentrei apenas em não vomitar dentro do carro. Mas quanto mais o carro andava mais vontade de gorfar me dava.
No meio do caminho eu já implorava pro filho da puta do Cavalca parar o carro pra eu vomitar e o canalha só respondia:

- Aguenta aí Gu! Tamo chegando, tamo chegando!

Foi o tempo do carro parar, a moça saltar e eu saí do carro já dando aquela gorfada homérica no meio da rua. Apoiei-me na primeira árvore que vi e desci pelo menos uns 3 dias de almoço e janta.
O Cavalca estava do meu lado e eu dizia pra ele:

- Cavalca… pode catar! Eu não quero mais não cara… Se você quiser catar, pode catar.

Detalhe, a moça também estava ao meu lado.

Alguns minutos conversando com a árvore e eles chegam em mim:

- Pronto Gu? Vamo embora!
- Não… eu vou ficar… vai você!
- Mas Gu… a gente tá em Vera Cruz, em frente a casa do Vandão…
- Eu me viro, pode ir que eu vou depois!
- Como vai depois? São 3 horas da manhã não tem mais ônibus.
- Eu me viro, pode ir… fica frio que eu me viro.

Bom… me colocaram a força dentro do carro, dessa vez eu no banco da frente, com a cabeça pra fora. Não sei até hoje como conseguimos passar pela base da policia militar comigo naquele estado no banco da frente.

Chegamos na minha casa, eu desci do carro e ao abrir o portão eu ouço meu querido amigo Cavalca falar pra moça:

- Vamos vazar que esse moleque tá ruim pra caralho, vai dar B.O. pra gente!

Pensei comigo:

“Filho da puta!”.

E eles se foram.

Agora estava eu, no quintal pronto pra entrar, mas pensei: “Porra, to muito mal, vou dar um tempo no banheiro lá do fundo assim eu dou uma melhorada e depois entro em casa.” (Gênio!)

Assim fiz, fui pro banheiro do fundo, dei uma mijada e sentei no chão gelado afim de me recuperar um pouco. Adormeci, não sei por quanto tempo, mas acordei desesperado… “Preciso entrar em casa antes que meus pais notem.”
Saí do banheiro segurando as calças, pois não conseguí abotoá-las (maldito seja 3 vezes o cara que inventou a calça jeans somente com botões ao invés de 1 botão e ziper).

Foi nesse momento que cometi o maior erro… eu sempre andava com a chave de casa no bolso, a chave da sala. Porém no caminho do fundo do quintal para a frente da casa, a primeira porta que aparece é a da cozinha, e foi onde eu parei.
Com a chave da sala, tentando abrir a porta da cozinha. Imaginem um bêbado, de madrugada, tentando destrancar uma porta de aço com a chave errada… É, o que vocês pensaram mesmo, a barulheira acordou meus pais.
A luz de fora se acendeu, e eu:

“Eita porra!”

Ouvi vozes:

- O que é isso? É o Gustavo?
- O Gustavo tá tentando entrar pela porta da cozinha com a chave da sala?

Pensei:

“Fodeu!”

Minha mãe abriu a porta e me viu naquele estado.

- Pelo amor de Deus Gustavo, você tá bêbado!
- Um pouco mãe…..
- Gustavo! você tá bem? Você não tá conseguindo nem falar? O que é essa calça aberta?
- …
- Gustavo fala comigo! Você ta bem?
- To uns 2 Mega mãe! (fazia pouco tempo que eu havia começado a trabalhar com informática, a única coisa que me vinha a cabeça era isso)
- Gustavo! você não ta falando coisa com coisa! Você ta bem?
- Mãe… se um disquete tem 1.44 Mega, eu to uns 2 Mega, to bem!

Vocês devem imaginar o desespero da véia! Ela sabia que eu bebia, mas nunca tinha me visto bêbado, ainda mais num estado daqueles. Ela me fez tomar um banho gelado e enquanto eu fui pro quarto ela passou um café forte e sem açucar pra eu tomar.
Bebi a xícara num gole só. Só me dei conta do erro que foi isso no dia seguinte quando mal conseguia falar porque a lingua estava áspera e grossa devido a queimadura que o café quente fez.
No fim das contas minha mãe ficou uma semana sem falar comigo e eu aprendi minha lição:
Agora só saio de casa com as duas chaves no bolso!

Esse não foi o único porre que tomei e talvez nem seja o que passei mais mal, mas com certeza é o mais divertido de lembrar.



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  1. 14 Comentários para “O maior porre da história…”

  2. Ricardo
    Ago 18, 2007 | Responder

    AUHAUHAUHAUHAUHAUHAUH!!!
    Tô uns 2 mega foi a melhor!! Bêbado é uma bosta mesmo. Só uma dúvida: vc já “perdeu” alguma amigo nessas suas “aventuras”?

  3. Gustavo
    Ago 18, 2007 | Responder

    HUAHUAHAUHUAHUAHUAUAHUAHAUHAUHUA
    Ah Ri… essa história de “perder” um amigo é material para outro post!!!!!!
    AUHAUHAUHAUHAUHAUHAUAH

  4. Dê
    Ago 20, 2007 | Responder

    ahauhuahau essa história é foda ahahuahau, e pode parar com esses post viu! ahauhauahua! se contar do de perder tem que contar do Armazén 21.

  5. Gustavo
    Ago 20, 2007 | Responder

    HAUAHUAHUAHUAHUAHAUHUAAHU…
    A do Armazém 21 não pode ser postada aqui pois esse é um blog de familia!!!!
    AUHAUHAUHAUHAUAHUAHAUHAU

  6. Ricardo
    Ago 20, 2007 | Responder

    UUUIIII!!! Armazém 21?! CONTA! CONTA! CONTA!!!

  7. Dê
    Ago 20, 2007 | Responder

    Acho que tem que contar, não tem cena fortes, só palavras mal faladas ahahauah!

  8. Guilherme Nascimento Valadares
    Ago 20, 2007 | Responder

    hahahahahhahahaha

    - Tô uns 2 mega, mãe!

    hahahahahahahhaah

  9. Gustavo
    Ago 20, 2007 | Responder

    Acho que vou criar uma categoria só pra esses posts…
    É como diz o ditado: “Quem não bebe não tem história”

  10. Vander
    Ago 23, 2007 | Responder

    Puts!!! show de bola… E tempinho bão de lembrar. Quase dormiu com meu cachorro em Vera Cruz. Afinal quem catou a guria naquela noite??? Isso não fiquei sabendo?!?!!?

  11. Gustavo
    Ago 23, 2007 | Responder

    Kra… isso só Cavalca pode responder… ele levou ela embora… se catou ou não aí eu já não sei.
    Mas conhecendo ele, você já deve imaginar a resposta né? HUAHAUHAUHAUA

  12. Danilo Máximo
    Ago 30, 2007 | Responder

    hehehe

    Esta história foi ótimaa!!

    Já aconteceu parecido com um amigo meu…

    Ao ler esta história lembrei de imediato dele… hehehe

    Valeu!
    Abraço!

  13. Fabio Alves
    Set 5, 2007 | Responder

    Voce realmente poderia montar uma sessão so dessas historias escabrosas neh, e contando com essa riqueza de detalhes é melhor ainda, so não esquece de colocar a do melhor churrasco de aniversario que ja fui(o seu em 2001) onde tinha uns 50 homens e 5 mulheres soh hauhaua fala serio, tem outras ai que o Dê vai gostar tb rsrsrsrs

    []´s

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