O Skatista


Caio era um rapaz um pouco diferente dos demais. Suas roupas largas, tatuagens e piercings. Sua atitude diante da vida o faziam diferente.

Mas como todo rapaz ele tinha um fraco: Estela.

Linda, sensual, com suas roupas de marca e amigas de shopping.

Mundos completamente diferentes. Um maluco que passava as tardes com amigos esquisitos ensaiando uma barulheira que diziam ser música e uma patricinha que vivia a tríade clube, shopping, celular com sua turminha.

- Isso não vai dar certo nunca! – Diziam seus amigos de banda.
- Quem não arrisca não petisca! – Respondia.

Certo dia quando ele voltava pra casa do bico que estava fazendo na lanchonete, descendo a rua do shopping em seu skate, de longe ele a avistou.
Era inconfundível, aqueles longos cabelos dourados que o vento soprava, o corpo sinuoso que o jeans apertado evidênciava e aquela boca de lábios grossos e sedutores.
Sentiu seu coração chutar seu peito e seu estômago congelar, o som do vento em seus ouvidos cessou por um instante e ele decidiu.

- Oi! Tudo bem? – Disse em tom amistoso.

Ela o olhou de cima abaixo e respondeu com um certo desdém:

- Olá! Tudo bem!
- Não lembra de mim? Caio.
- Estou tentando…

Era óbvio que ela se lembrava dele, estudaram por um tempo no mesmo colégio e por várias vezes ela o viu trabalhando na lanchonete.
Até o achava bonito, mas ela nunca se envolveria com um tipo daqueles. Olhou-o novamente, viu os cabelos desarrumados, camisa de banda de rock, calças que caberiam ao menos dois dele, os tênis ralados e… um skate?

- Desculpe, mas não me lembro mesmo…
- Ah.. Não tem problema! – Disse meio desapontado – Estudamos no mesmo colégio…
- Ah! Desculpe mas minhas amigas chegaram preciso ir! – Interrompeu Estela.
- Tudo bem!

Enquanto Estela entrava no carro ele ouve uma amiga perguntar:

- É seu amigo Estelinha? – Num tom de estranheza.
- Não, não! Ele só queria uma informação…

Ele viu o carro acelerar e virar a esquina. Aumentou o volume do MP3 player e ao som de “Lithium” do Nirvana ele seguiu seu caminho para casa pensando no quanto foi tolo.
Seus amigos, como era de se esperar, o sacanearam de toda forma possível. Mas ele seguiu em frente, compôs músicas, ensaiou muito.
Participou de várias bandas e trabalhou com muitos artistas famosos, até que conseguiu uma gravadora.
Foi um longo percurso, cheio de muito trabalho e dedicação, mas que enfim era coroado. Seu primeiro single em poucas semanas já figurava top lists de diversas rádios. Seu sonho estava se realizando.

Num domingo resolveu fazer um passeio de moto. Perdido em seus pensamentos, num calor infernal, Caio resolveu parar numa lanchonete para beber uma cerveja e quem sabe rascunhar uma canção.

Sentou-se próximo à calçada, onde podia ficar namorando sua moto. A garçonete se aproximou da mesa e perguntou qual seria o pedido. Qual foi a surpresa de Caio quando viu que quem o atendia era ninguém menos que Estela.

- Oi! Tudo bem? – Disse ele.
- Olá! Tudo bem!
- Não lembra de mim?
- Estou tentando…

Ela olhou bem, viu os cabelos desarrumados, camisa de banda de rock, calças que caberiam ao menos dois dele, os tênis ralados e… uma moto importada.

- Seu rosto não me é estranho, mas ainda não me recordo.
- Não tem problema!

Então Caio começou a rir, e Estela um tanto confusa perguntou:

- Do que está rindo?
- Essa situação é engraçada! A inversão de papéis…
- Como assim? Do que você está falando?
- Estou me lembrando de quantas foram as vezes em que eu anotava seus pedidos.

Nesse momento Estela se lembrou dele, o skatista! Ela tinha mesmo ouvido falar que sua banda fazia sucesso. Seu rosto, agora vermelho, entregava a vergonha que ela sentia no momento.
Caio fez seu pedido e ficou por algum tempo na lanchonete, não rascunhou canção nenhuma, pois aquela situação lhe tirava a concentração.
Logo pediu a conta e antes de sair sacou um CD de sua mochila e entregou para Estela.

- É um presente!
- Nossa, obrigada! Olha, sinto muito pela forma que te tratei no passado…
- Não se preocupe! – Interrompeu Caio.
- OK! – Ela respondeu com um sorriso.

Antes de sair com a moto ele ainda disse:

- A quarta faixa foi a primeira música que fiz. Escrevi pensando em você. – Acelerou e sumiu com a moto.

Estela sorridente olha então no verso do encarte e procura ansiosa pela quarta faixa. Pena!
O nome da música: “Ela não me quis, foda-se Estela!”.

Conto inspirado na música skter boy de Avril Lavigne


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  1. #1 by at 29 de fevereiro de 2008

    Quando comecei a ler eu achei que fosse um conte erótico!

  2. #2 by Gustavo at 29 de fevereiro de 2008

    Uai… porquê?

  3. #3 by Fabio Alves at 29 de fevereiro de 2008

    Oh Gu, vc é vidrado na Estelinha Motoserra hein, ate nos contos eróticos coloca o nome dela

  4. #4 by Ricardo at 29 de fevereiro de 2008

    Se você tivesse terminado o conto com os dois vivendo felizes para sempre, eu ia te dar uma porrada!! Fubanga…

  5. #5 by at 29 de fevereiro de 2008

    aliás que sentido tem esse conto?

    é pegar um filme e mudar o final!

    coisa de bixa! hauahua

  6. #6 by Gustavo at 29 de fevereiro de 2008

    Se você não leu o rodapé do texto é inspirado numa música da Avril Lavigne… se você procurar a música e sua tradução vai entender.

  7. #7 by at 29 de fevereiro de 2008

    Avril Lavigne, coisas e meninha adolescente rsss

  8. #8 by Fabio Alves at 29 de fevereiro de 2008

    Porra Gu alem de ler tudo isso ainda tem que ficar procurando tradução de musica de Avril naum sei o que, vai brincar com sua Barbie vai

  9. #9 by Gustavo at 29 de fevereiro de 2008

    puta merda… um cara que ouve Zilo e Zalo vem falar de música comigo?

  10. #10 by Fabio Alves at 29 de fevereiro de 2008

    Bom acho que foi pra mim isso, eu ouço mesmo musica Sertaneja melhor do que essas merdas ai que num tem nada mais que ritmo, so porcariada, não tem contexto nenhum e ainda quando tem é uma merda.

  11. #11 by Gustavo at 29 de fevereiro de 2008

    Fábio, você vem aqui, zua meu conto, e na hora que eu falo do seu gosto musical você pega ar?

    É bom parar por aqui porquê tá virando zona, ninguém mais tá comentando os posts porque fica essa zona de eu, você e o Dê ficar um zuando o outro.

    Vamos comentar os posts ao invés de ficar sacaneando uns aos outros.

  12. #12 by Fabio Alves at 29 de fevereiro de 2008

    Nem peguei ar não fi, e pra mim não ta virando zona não agora de sacanear isso é verdade, mas como vc mesmo disse não sou so eu não.

  13. #13 by at 29 de fevereiro de 2008

    é verdades, vamos fazer comentários fiel aos post, pq os comentários só tem sacaneamento!

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