Archive for category Filosofia Vegetal

Jetix… de novo

Juro que não estou pegando no pé do Canal, até porque o erro agora não foi especificamente dele, mas em um desenho exibido por ele.

pucca

Hoje na hora do almoço enquanto assistia Pucca, ouvi uma pérola durante um dos diálogos.
No episódio “O Ninja Vingador”, o personagem Abyo ganha um kit de super-herói e “de brinde” um super-amigo imaginário que atua como seu parceiro.
A história se desenrola numa boa até que a heroína Pucca tem que parar com o exagero de Abyo que acaba prendendo todos da vila.
Durante o confronto Abyo solta a pérola:

Prepare-se para sentir a força poderosa do Ninja Vingador e meu chute lateral!

Opa! Chute lateral?? Certeza?
Bom o que acontece depois que ele diz isso é que seu amigo imaginario e “parceiro no combate ao crime” responde:

Chute lateral? Sou apenas sua imaginação! Está sozinho garoto!

Chute lateral???? O que com certeza foi dito pelos personagens era sidekick, que numa tradução porca fica chute lateral, mas na verdade quer dizer parceiro, ajudante, como por exemplo o Robin da dupla Batman e Robin.
Isso vindo de um estúdio de dublagem é realmente triste.
Tudo bem que no contexto da cena em que o erro aconteceu ele passaria despercebido pois chute lateral até caberia na fala do Abyo. Mas a impressão que fica é que a tradução dos textos antes de ir para os dubladores não passa por uma revisão, ou se passa, a revisão se dá sem uma preocupação com o contexto.

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O Menestrel de Willian Shakespeare – Retificando…

Há um tempo postei aqui um video do ator Moacir Reis onde ele declama um poema que supostamente seria de Shakespeare. Hoje lendo o blog 1001 Gatos de Schrödinger do , pude ver que na verdade esse texto (como muitos outros) ganhou a Internet e as caixas postais de todos com um autor “chutado”, e que o mesmo na verdade foi escrito por uma norte-americana chamada Veronica Shoffstall.

Peço aqui desculpas a todos pela informação errada que passei e aproveito para divulgar o nome correto do autor e do texto.

O nome do poema não é “O Menestrel” e sim “Depois de um tempo”(After a while) e é de Veronica Shoffstall escrito em 1971 e não de Willian Skakespeare como muitos pensam.
Agora, alguém deveria avisar ao Moacir Reis também que ele está interpretando um texto de outro escritor, não Shakespeare.



Compare Preços de: no JáCotei.

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Por não ser eterno

Com o tempo eu vi que, por não ser eterno, devo estar preparado para o fim. Para a tragédia e o infortúnio.
Que devo encarar que, por mais que deseje o contrário, a vida vai seguir seu curso e não há nada que eu possa fazer para impedir.
Porém, também por não ser eterno, eu vi que não devo me tornar amargo, frio ou insensível. Que por não sermos eternos é que somos belos, é por sermos diferentes que cada um de nós é um milagre singular. Que é pelo tempo que se conta nossa existência, mas é por quem somos, o que pensamos e o que fazemos é que nossa existência se faz eterna. Não em carne, ossos, mas em atitudes, feitos e ideais.
Com o tempo eu percebi que, por não ser eterno, devo amar, amar e depois amar mais. Ter a certeza de que não pequei por me omitir, que fui sincero e intenso em meus sentimentos, e mais que isso, ter a certeza de que a maior sinceridade foi para comigo mesmo.
Porém, também por não ser eterno, percebi que não devo dispender todo meu tempo em um sentimento estéril que só existe de um lado. Que para amar preciso também ser amado e que devo dar um valor especial àqueles que me dão especial valor. Eu vi que não devo desejar que uma pessoa seja minha, muito menos que ela seja como eu espero, devo sim, querer que ela me queira e querê-la em seu jeito único de ser.
É por não ser eterno, é por perceber o quão frágil e curta é nossa passagem pela vida que percebi que não se encontra o seu sentido. Que a vida é única para cada ser, e que ao invés de passar o tempo procurando seu sentido, devo criar um sentido para a minha vida.

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O Menestrel de William Shakespeare

Esse texto é lindo e o ator Moacir Reis o declama com maestria, para quem nunca viu vale a pena assistir:

 

Update: Depois vim a descobrir que esse texto na verdade não é de Shakespeare.



Compare Preços de: no JáCotei.

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Atitudes diante da vida…

Como uma caixa de surpresas é que a vida se apresenta.
Hora nos oferecendo momentos fascinantes, inusitados, dos quais lembraremos com saudades… pelo resto da vida.
Das vezes que cantamos uma música olhando nos olhos de alguém.
Das vezes que o celular tocou e só de olhar o número no identificador ficamos contentes.
Daquelas em que reunidos a nossos próximos rimos pra valer.
Porém nem toda surpresa é boa, a vida às vezes nos reserva momentos que eu prefiro não dizer ruins, mas testes.
Testes que nos levam a pensar, refletir…
Particularmente eu acredito que a vida tem seus propósitos e motivos ao usar do acaso para nos oferecer esses testes e bons momentos.
Acredito que eles servem para nos ajudar a compreendê-la e a compreender o meio em que vivemos.
Acredito que sirvam de degrau para a evolução do ser, do homem.
Mas sei também que não basta passar por esses momentos, ou testes. Se não nos dermos conta do que eles querem nos dizer, eles serão apenas páginas viradas da vida.
Momentos para lembrar e se alegrar, momentos para remoer e chorar, mas apenas fatos passados, sem sentido ou significado.
A vida é uma caixa de surpresas, é uma escola, é um garoto travesso que gosta de pregar peças.
Mas a SUA vida é o que você faz dela, é um teste de multipla escolha onde você não tem de quem colar.
Saber o que fazer e quando fazer é difícil, mas é algo que ninguém pode te dizer.
O mais importante na vida é saber quem você é. Pois é a essa pessoa que suas perguntas, suas dúvidas sempre serão dirigidas.
O seu verdadeiro eu, não essa fantasia que muitos de nós vestimos no dia a dia. Mas aquele eu que só existe quando você está sozinho em seu quarto e ninguém te ouve sussurrar. Aquele que conhece todos os seus segredos, seus medos e seus desejos.
A vida é sim cheia de surpresas e artimanhas, alguns chamam de destino, outros de karma, outros nem mesmo acreditam em nada disso.
Mas cabe a apenas uma pessoa decidir se os limões que a vida ofereceu, servirão para amargar ou para fazer a limonada, como diz o provérbio popular.
Essa pessoa mora dentro de você e encontrá-la é mais fácil do que se pensa.
Apenas seja sincero consigo mesmo e ela lhe aparecerá.

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Ser quem sou…

Dizer o que digo.
Pensar o que penso.
Dizer o que penso.
Pensar o que Digo.

Fazer acontecer!
Perseverar, Lutar!

Saber quando a batalha está ganha e ter piedade.
Perceber quando a batalha está perdida, mas ter dignidade.

Viver com paixão, arrepender-me apenas do que não pôde ser feito.

Amar plenamente, entregar-me, gozar do sentimento enquanto vivo.

Ser quem realmente sou, moldar-me sinceramente.
Esquecer personagens, caricaturas, arremedos.

Ser grato.
Por ser.
Por ter.
Por ter vivido.
Por ter errado.
Por ter aprendido.
Por ter magoado.
Por ser perdoado.
Ser grato.
Ser franco.
Saber que ainda não sou como gostaria.
Saber que ninguém é como eu gostaria,
E ainda assim aceitar as pessoas.

Viver com paixão, plenamente, doar-me, sem medo.
Ser amigo, ser vizinho.

Ser amante, ser esposo.

Ser cunhado, ser sogro.

Ser arbitro, ser jogador.

Ser quem sou, ser eu.

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Somos todos “Cereal Killers”!!

OuchAinda hoje ouvi uma frase que me fez pensar (raaaroo).

“Ai, hoje não posso perder a novela! A Fulana vai matar o Beltrano”

Na hora eu pensei comigo, putz! Olha como é a mente humana, excitada por ver na TV uma cena de assassinato! Então comecei a reparar como as pessoas gostam disso.
Eu não assisto ao Big Brother, mas até semana passada não ouvi falar muita coisa, até que acontece uma briga onde dois participantes quase saem no tapa. Pronto! Agora todo mundo só fala do fight do BBB que isso, que aquilo. Isso sem contar as coisas bizarras que invariavelmente recebemos por e-mail, fotos de acidentes, videos de suicídios, execuções, entre outros absurdos que acabam por me revirar o estômago.
Os games de maior sucesso no mundo hoje em dia são aqueles em que precisamos por uma toalha embaixo do monitor pra não deixar o sangue manchar a mesa.

O que faz uma pobre velhinha, uma dona de casa, um carteiro, se deleitarem ao ver na novela a Fulana mandar chumbo na fuça do Beltrano? (se Beltrano fosse um cão eu entenderia o carteiro)

Será que isso é do ser humano? Está fincado na nossa mente? Ou é cultural? Vivemos num tempo onde a dor do outro é meu prazer mesmo que seja apenas na ficção?

Ou será que voltamos à velha história de que precisamos de super-heróis?

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Ceticismo e Fundamentalismo, dois lados de uma mesma moeda…

É engraçado pensar como os céticos e os religiosos (indepentente de religião), muitas vezes seguem uma linha de pensamento muito parecida. Para o cético nada que existe e acontece vem de uma fonte superior que determina os acontecimentos, ou não pode ser cientificamente provado. Enquanto que os religiosos (os mais radicais) acreditam que o homem não tem responsabilidade por nada do que acontece em sua vida, tudo é determinação do Divino.
Eu acredito que deve haver um meio termo à isso. Pois da mesma forma que é impossível a um cético provar a inexistência de fenômenos que a ciência não pode explicar, é impossivel a quem quer que seja dizer que um homem não é dono de sua vida (ou de seu destino para quem preferir).
É claro que existem também os sucetíveis, aqueles que acreditam em tudo e em todos, desde Buda e Jesus até os X-Men e o Homem de Seis milhões de Dólares, a essas pessas falta um pouco (ou muito) de discernimento.
Aos céticos e aos radicais eu acredito que uma dose de moderação seria o ideal.
É claro que esse é um assunto delicado e dificil de se abordar em um pequeno post como esse e espero não ter ferido dessa forma, o ego de nenhuma das duas partes, visto que defendo uma tolerância entre elas.
Num mundo globalizado e cada vez mais tecnológico vemos a cada dia, mais conflitos religiosos ou de cunho ideológico.
É triste pensar que ao invés de usarmos nosso conhecimento e tecnologia para matar com maior precisão o seu vizinho que prefere abóbrinha enquanto preferimos giló, poderiamos usá-los para fornecer giló e abóbrinha aos que morrem de fome.
O ceticismo cego e o fundamentalismo são dois lados de uma mesma moeda, a moeda da intolerância. Embora um cético possa alegar que não mata ninguém em nome de Deus, ao desrespeitar religiões, ele alimenta o ódio dos fundamentalistas aos “infiéis”.
Quero deixar claro aqui que existem sim, céticos que respeitam as religiões e opiniões particulares assim como religiosos que não pensam que sua fé é a única salvação do mundo.
Mas queria poder deixar com esse post a mensagem de que o extremismo, seja onde for que ele apareça será sempre um câncer a ser combatido. Mas sem armas e exércitos (Viu Bush!) e sim com educação, tolerância e respeito as diferenças.

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